Ímãs biodegradáveis feitos com massa de biscuit à base de amido de milho, envoltórios de cera de abelha no lugar do plástico e marca-páginas sustentáveis. Os produtos foram criados por estudantes do Ensino Fundamental 2 da Escola Barão do Rio Branco , em Blumenau (SC) , durante o Miniempresa 2026 , projeto de educação empreendedora realizado em parceria com a ProWay . Cerca de 150 alunos participam ao longo do ano letivo.
Divididos em empresas simuladas, os cerca de 150 estudantes assumem funções em áreas como produção, compras, financeiro, marketing, comercial e gestão de pessoas. Ao longo do ano, eles vivenciam o desenvolvimento dos produtos, a organização das áreas das empresas, o planejamento de marketing, a definição de estratégias comerciais e as vendas, além de ferramentas do ambiente corporativo, como Kanban, sprints, reuniões rápidas de acompanhamento e retrospectivas.
A metodologia exige que os estudantes acompanhem tarefas, cumpram prazos, avaliem resultados e proponham melhorias. Mais do que estimular a criação de uma empresa, a proposta é apresentar aos jovens os conhecimentos e as habilidades necessários para transformar uma ideia em uma solução e entender o que existe por trás de um negócio.
“A ideia é que o empreendedorismo deixe de ser um conceito abstrato e vire experiência concreta. Quando um aluno precisa negociar uma compra, calcular o custo real de um produto ou apresentar sua parte do trabalho para a turma, ele desenvolve autonomia, responsabilidade e trabalho em equipe de um jeito que nenhuma prova mede”, afirma Gabriela Rosa, professora de Empreendedorismo e Inovação da ProWay e responsável pelo programa.
Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, 43,8% dos brasileiros de 18 a 34 anos apontam ter o próprio negócio entre seus principais sonhos. Entre os jovens que já empreendem, 75,9% afirmam que fazer a diferença no mundo está entre as principais motivações para abrir uma empresa. A iniciativa da ProWay ganha destaque no Dia do Empreendedor, celebrado em outubro.
Para a estudante Valentine Morelle, participante do projeto, a experiência transformou o interesse que já tinha pelo empreendedorismo em uma compreensão mais concreta sobre o funcionamento de uma empresa. “Eu sempre gostei de empreender, mas nunca tinha noção de como era realmente na prática. O projeto foi um incentivo, porque conseguimos ver como as coisas funcionam e como dependemos uns dos outros para que tudo aconteça. Foi uma das coisas que mais me despertou a vontade de estar ali”, relata Valentine.
Além das disciplinas e atividades curriculares e extracurriculares desenvolvidas com instituições de ensino, a ProWay mantém formações abertas ao público. No Tech Explorers, os participantes passam três anos desenvolvendo conhecimentos e práticas em diferentes tecnologias; no terceiro ano, no módulo Labs, o desafio é criar uma mini startup. Já o iBusiness é voltado à criação e administração de empresas, com um negócio desenvolvido desde o início.
A proposta, em diferentes formatos, é aproximar os jovens dos conhecimentos que estão por trás do empreendedorismo: identificar problemas, desenvolver soluções, planejar, trabalhar em equipe e entender os desafios de colocar uma ideia em prática. Em julho, o deolhonailha já havia mostrado como preparar os filhos para um futuro movido pela IA .
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