Renan Calheiros perdeu a reeleição ao Senado no domingo (4) após 32 anos. Seu filho, Renan Filho, também foi derrotado na disputa pelo governo de Alagoas.
Cientistas políticos avaliam que o resultado representa perda de poder, mas não o fim da influência da família. O MDB estadual também saiu enfraquecido do pleito.
O grupo de JHC, eleito governador, e de Arthur Lira, eleito senador, saiu fortalecido. Novas alianças políticas no estado podem surgir para as eleições de 2028.
O principal desafio de Renan será manter o apoio de prefeitos e deputados. Sem mandato em 2027, ele tentará usar a influência partidária para articular acordos.
Eleito senador em 2022, Renan Filho tem mandato até 2031 e deve liderar a oposição. Ele poderá assumir a liderança das articulações políticas da família.
Após décadas de protagonismo na política de Alagoas, a família Calheiros enfrenta um novo cenário. Renan Calheiros ( MDB ) não conseguiu se reeleger para o Senado nas eleições de domingo (4) e deixará o cargo em fevereiro de 2027, após 32 anos consecutivos na Casa. O filho, Renan Filho (MDB), também saiu derrotado das urnas na disputa pelo governo do estado .
Renan Calheiros ficou em terceiro na disputa pelo Senado, com 731.045 votos (22,24%), atrás dos eleitos Arthur Lira (28,87%) e Marina JHC (28,20%). Já Renan Filho (MDB) perdeu o governo, em primeiro turno, para JHC ( PSDB ), por 809.796 votos (47,37%) a 892.484 (52,20%).
As derrotas colocam em dúvida o futuro político de uma das famílias mais influentes de Alagoas. Para cientistas políticos ouvidos pelo g1 , o resultado representa uma perda importante de poder, mas ainda é cedo para afirmar que a influência dos Calheiros chegou ao fim . A manutenção de aliados, a reorganização do MDB e a capacidade de fazer oposição ao novo governo serão decisivas para determinar o espaço político do grupo nos próximos anos.
Para Leonardo Rodrigues de Morais, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília ( UnB ), o resultado das eleições representa um desgaste que vai além de Renan e Renan Filho. Segundo ele, o MDB também saiu enfraquecido, mesmo contando com uma ampla base de apoio no interior de Alagoas.
Nas eleições municipais de 2024, o MDB de Calheiros ampliou sua presença de 37 para 65 prefeituras em Alagoas , enquanto o PP de Arthur Lira passou de 29 para 27 municípios.
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