O transporte aéreo de órgãos e tecidos exige uma logística coordenada, na qual o tempo é um dos fatores determinantes para que os materiais cheguem aos destinos dentro das condições necessárias. No Maranhão, o Aeroporto de São Luís integra essa operação ao dar suporte à movimentação de órgãos que chegam ou partem do estado por via aérea.
Entre janeiro e setembro de 2026, o terminal apoiou 39 operações de transporte aéreo de órgãos e tecidos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Desse total, 36 tiveram origem no Maranhão e três tiveram o estado como destino. No mesmo período, 20 transplantes foram realizados com materiais transportados por via aérea a partir do estado.
A operação envolve diferentes áreas do aeroporto, que precisam estar preparadas para receber, encaminhar e oferecer o suporte necessário ao transporte, seguindo os procedimentos estabelecidos para esse tipo de carga. A atuação coordenada das equipes aeroportuárias faz parte de uma cadeia logística que precisa conciliar agilidade e segurança no deslocamento de materiais biológicos.
“ Como parte da rede que conecta o Maranhão a outras regiões do país, o papel do Aeroporto de São Luís é contribuir para que essa logística aconteça de forma organizada, ágil e segura, dentro dos procedimentos necessários. É uma operação que muitas vezes acontece de maneira discreta, mas que reforça a importância da conectividade aérea e da nossa atuação em situações que exigem rapidez e responsabilidade ”, explica Marcelo Angelim, gerente do terminal.
Entre os órgãos transportados a partir do Maranhão estão fígados, rins e corações. Os materiais foram encaminhados para Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pernambuco e Amazonas.
A movimentação também ocorre no sentido inverso. Em 2026, o Maranhão recebeu três órgãos de outros estados por meio do Aeroporto de São Luís: um rim, enviado de Pernambuco em fevereiro, e dois fígados, encaminhados pelo Piauí em março e setembro. Os materiais foram destinados a transplantes realizados no estado.
O transporte de órgãos envolve uma cadeia que reúne profissionais de saúde, equipes responsáveis pela logística e estruturas de transporte e apoio. Nesse fluxo, o aeroporto funciona como um dos pontos de conexão entre diferentes regiões, permitindo que os materiais sejam encaminhados aos destinos definidos pelas equipes responsáveis pelos transplantes.
Celebrado em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos chama atenção para a importância da doação e da conversa com familiares sobre essa decisão.
A realização de um transplante depende de uma cadeia que começa com a identificação de um possível doador e envolve equipes médicas, transporte e diferentes estruturas de apoio. Quando o deslocamento precisa ser feito por via aérea, os aeroportos passam a integrar essa logística, conectando os locais de captação aos centros onde os transplantes serão realizados.
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