O Aeroporto Regional de Cascavel, no Oeste do Paraná, voltou a permitir pousos e decolagens em condições de pista molhada neste sábado (10), após mais de um mês de restrições preventivas adotadas pelas companhias aéreas. A mudança vale para Latam, Gol e Azul e também pode reduzir a necessidade de utilização do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu como alternativa para passageiros afetados por cancelamentos e desvios de voos em Cascavel.
A decisão foi comunicada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). As limitações estavam em vigor desde o início de setembro, depois que um Airbus A320 da Latam saiu da pista durante um pouso realizado em 31 de agosto, quando chovia na cidade. O incidente não deixou feridos, mas levou as empresas a adotarem medidas adicionais de segurança para operações em condições de pista molhada.
Durante o período de restrições, o Aeroporto de Foz do Iguaçu foi utilizado como alternativa em operações afetadas pelo problema em Cascavel. Após o incidente de agosto, por exemplo, passageiros de um voo cancelado da Latam foram acomodados em outras operações com saída de Foz. Com a retirada das limitações, a expectativa é de maior regularidade dos voos em Cascavel e menor necessidade de deslocamento de passageiros para outros aeroportos da região.
Segundo a Transitar, responsável pela administração do Aeroporto de Cascavel, os sistemas de monitoramento e as inspeções realizadas após o incidente indicaram que a pista estava molhada, mas apresentava índices dentro dos limites de segurança previstos no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil.
A administração informou que a infraestrutura passa regularmente por avaliações técnicas, incluindo testes de atrito, análise da textura do pavimento e remoção da borracha acumulada durante pousos e decolagens. Os procedimentos seguem as exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
De acordo com a Transitar, os laudos técnicos vigentes atestam que o pavimento apresenta condições adequadas para as operações, inclusive quando está molhado.
O presidente da Transitar, Edson Zorek, afirmou que a retirada das restrições não representa flexibilização dos critérios de segurança. Segundo ele, os procedimentos foram aprimorados para garantir operações mais regulares e confiáveis.
Apesar da mudança, as companhias aéreas continuam tendo autonomia para estabelecer limitações próprias, caso identifiquem condições que exijam medidas adicionais de segurança.
Além da retirada das restrições, o Aeroporto de Cascavel está ampliando sua malha aérea. A ligação com Curitiba voltou a contar com opções no período da manhã, enquanto a previsão é de ampliação das operações para Guarulhos, em São Paulo, a partir de novembro, com voos no período da tarde.
Com as novas frequências, a expectativa é que o terminal passe de 84 para 112 movimentações semanais.
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