Belo Horizonte — Nessa sexta-feira (25/9), o presidente Lula (PT) editou uma medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa no país . A decisão atinge um mercado que alcançou 28 milhões de brasileiros em um ano, segundo dados citados pelo Ministério da Saúde . Mas bastou aparecer a palavra “proibição” para que, nas redes sociais, a criatividade dos mineiros transformasse a decisão em trocadilhos com a palavra “Bet”.
Em uma delas, o perfil publicou: “ Grave: proibição das bets no Brasil faz bairro Betânia, em BH, se chamar ‘Ânia’”. Na montagem, até os ônibus que circulam pela região aparecem com o nome do bairro “atualizado” após a retirada do “bet” .
Betim também não escapou. “Urgente: Betim acaba de ter também seu nome afetado com a proibição das bets no Brasil”, brincou o perfil. Pela mesma lógica, sem “bet”, sobraria apenas “im”.
Nos comentários, os seguidores entraram na brincadeira e passaram a imaginar outras “vítimas” da medida. “ Pior minha tia ElizaBeth, que terá que ser rebatizada de Eliza ”, escreveu uma pessoa. “ Minha tia Bet tá mudando pros EUA ”, brincou outra. “Betim vai ficar Im”, comentou mais um seguidor.
O bairro Betânia também voltou a aparecer nas sugestões. “O Bairro Betânia também! Nos ônibus circulares já se vê escrito ‘Ânia ’”, dizia outro comentário. Teve ainda quem sugerisse uma solução bem mineira para Betim: “Podíamos rebatizar de Uai logo”.
Apesar das brincadeiras, a medida tem efeitos concretos para apostadores e empresas. A partir da publicação da Medida Provisória no Diário Oficial da União (DOU), fica vedado qualquer novo aporte de recursos em contas de apostas.
Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para acessar sites e aplicativos e resgatar o saldo remanescente. A partir da zero hora de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas serão bloqueados no País, em articulação com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e as lojas de aplicativos .
Nos dias 6 e 7 de outubro, as empresas de apostas deverão informar às instituições financeiras o saldo individualizado por CPF de cada apostador, além da conta bancária de origem dos depósitos. Com base nessas informações, os bancos farão a devolução dos valores entre os dias 9 e 14 de outubro.
Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados ao jogo patológico e a problemas com apostas aumentaram cerca de 140% entre 2018 e 2025. A pasta também cita estimativa de R$ 38,8 bilhões por ano em custos sociais associados aos jogos, incluindo impactos na saúde.
Em julho, o Metrópoles mostrou que os atendimentos relacionados a problemas com jogos e apostas cresceram 378% em um ano na rede municipal de saúde de Belo Horizonte. O número passou de 79, em 2024, para 378, em 2025, segundo dados obtidos pelo Metrópoles junto à Secretaria Municipal de Saúde.
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