Ney Santos (Republicanos) foi prefeito de Embu das Artes (SP), na região metropolitana de São Paulo, por dois mandatos | Foto: Divulgação/Prefeitura de Embu das Artes Confira o resumo que a OESTE.IA , a IA da Revista Oeste, fez pra você O ex-prefeito de Embu das Artes (SP) Ney Santos, do Republicanos, foi eleito deputado federal no dia 4 de outubro de 2026, com mais de 118 mil votos, apesar de ser réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Sua candidatura foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 15 de setembro, mas o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu sua impugnação, que será analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-prefeito de Embu das Artes (SP) Ney Santos (Republicanos), acusado de suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) , a maior organização criminosa do país, foi eleito deputado federal, no domingo 4, com mais de 118 mil votos.
O político, que governou o município da Região Metropolitana de São Paulo por dois mandatos, entre 2017 e 2024, obteve 118.566 votos e assegurou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ney Santos é réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O agora deputado federal eleito também cumpriu pena por abuso de poder econômico e foi condenado, em primeira instância, por porte de arma de fogo com numeração raspada.
O deputado eleito ainda foi condenado por formação de quadrilha e ficou preso por dois anos por roubo a banco. “Depois de sua saída do sistema prisional, os órgãos policiais e o Ministério Público continuaram a receber recorrentemente informações e notícias de que Claudinei Alves dos Santos [Ney Santos] é membro do PCC e que sua fortuna é constituída essencialmente de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, afirma o MPE.
O ex-prefeito de Embu das Artes teve sua candidatura a deputado federal autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em decisão proferida no dia 15 de setembro, por 3 votos a 2. O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou pedido para impugnação do registro do candidato.
O caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda será analisado pelo colegiado. O relator é o ministro Floriano de Azevedo Marques.
Caso o TSE, órgão máximo da Justiça Eleitoral, acolha o pedido do MPE, o registro da candidatura de Ney Santos será indeferido de forma retroativa. Ou seja, sua vitória nas urnas perderia a validade, e ele estaria fora da próxima legislatura federal.
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