Cruzeiro do Sul completa 122 anos nesta segunda (28). Conhecida como terra da farinha, a cidade foi fundada em 1904.
Relevância do alimento cresceu após a crise dos seringais. Técnicas de produção de farinha foram aprimoradas pelas comunidades locais ao longo das décadas.
Ocupação da região foi marcada pela resistência de povos indígenas do Vale do Juruá.
Município destaca-se pela diversidade cultural e pela Festa de Nossa Senhora da Glória.
🌱🍚 Se existe um jeito de reconhecer Cruzeiro do Sul pelo sabor, provavelmente é por causa da farinha. Mais crocante e produzida a partir da mandioca, ela virou uma das marcas da cidade e de quem vive no Juruá. Mas a história por trás dessa tradição é bem mais antiga do que os 122 anos que o município completa nesta segunda-feira (28).
Localizada a 633,5 quilômetros de Rio Branco pela BR-364, Cruzeiro do Sul foi fundada em 1904, às margens do Rio Juruá, e se desenvolveu em uma região que já era ocupada por povos indígenas e que ganhou importância durante o ciclo da borracha.
Para contar como Cruzeiro do Sul construiu essa identidade, e entender o que faz a cidade ser tão diferente de outras regiões do Acre, o g1 conversou com o historiador Marcos Vinícius Neves.
Ele explicou como a mandioca, a produção agrícola, a presença dos povos indígenas, o Rio Juruá e até os movimentos políticos ajudaram a formar a história e os costumes do município.
Farinha é símbolo do município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre — Foto: Gleison Miranda/Secom
Segundo o historiador, o consumo da mandioca atravessa gerações e faz parte da alimentação de diferentes povos amazônicos há milhares de anos. Por isso, para ele, não é estranho que uma cidade localizada no coração do Juruá tenha desenvolvido uma relação tão forte com a planta.
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