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Ciência produzida nas Escolas Sesi ganha espaço e aproxima estudantes da pesquisa

Tribuna Hojehá 27d14 de set. de 2026👁 3 leituras

Imagem: Tribuna Hoje

Estudantes das Escolas Sesi Centro e Benedito Bentes e das redes municipais parceiras de Maceió e São Miguel dos Campos apresentaram, nesta terça-feira (15), no Maceió Shopping, 28 projetos desenvolvidos a partir de pesquisas realizadas na Educação Básica. Das 10h às 22h, o Projeto Cultura Científica em Movimento reuniu trabalhos em diferentes áreas do conhecimento e levou ao público protótipos, soluções e resultados de investigações conduzidas pelos próprios alunos, em uma ação de estímulo à iniciação científica e ao protagonismo estudantil.

Ao longo do dia, mães, pais, avós e outros familiares acompanharam as apresentações e puderam conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelos estudantes. Para muitos deles, a experiência representou também a oportunidade de explicar suas pesquisas para um público amplo, defender suas ideias e perceber que o conhecimento produzido na escola pode dialogar com questões concretas da sociedade.

A iniciativa reflete uma concepção de educação que se tornou uma característica das Escolas Sesi Alagoas. Por meio da iniciação científica, os estudantes têm contato com métodos científicos, ferramentas de investigação e diferentes etapas da produção do conhecimento, desde a identificação de problemas e formulação de hipóteses até a análise de resultados e elaboração de soluções.

"A iniciação científica é uma oportunidade para o estudante compreender o que é a ciência, como ela é construída e por que ela existe. Despertar esse interesse ainda na Educação Básica é fundamental para que nossos alunos desenvolvam um olhar investigativo, crítico e capaz de questionar a realidade", destaca a coordenadora de Educação Básica do Sesi Alagoas, Marseille Lessa.

Mais do que ampliar conhecimentos específicos, a educação pela pesquisa contribui para o desenvolvimento de competências científicas, habilidades técnicas, autonomia, criatividade, capacidade de análise e trabalho colaborativo. Também favorece a formação crítica e social dos estudantes, ao estimulá-los a compreender problemas de seu entorno a partir de evidências e a pensar em possibilidades de intervenção.

Os 15 trabalhos apresentados no Maceió Shopping abordaram temas diversos, relacionados a questões ambientais, sociais, tecnológicas e de saúde. Entre eles estavam, por exemplo, pesquisas sobre a importância das abelhas para a preservação do meio ambiente, o reconhecimento do papel dos povos originários, o desenvolvimento de próteses de baixo custo e a criação de embalagens inteligentes capazes de indicar a deterioração de alimentos.

Na Escola Municipal Luzinete Lindalva Jatobá, de São Miguel dos Campos, o trio Adrya da Silva Macário, Ruan Guilherme de Souza Silva e Maxsuel dos Santos Neves desenvolveu um protótipo de prótese robótica de baixo custo que, integrada à inteligência artificial, auxilia a movimentação dos membros superiores. A proposta surgiu a partir de uma experiência de Adrya com uma luva que possuía algumas funções, e ganhou forma durante as aulas de robótica. "A gente quis ajudar as pessoas que não têm mãos ou dedos.

Pensamos em uma prótese de baixo custo, porque hoje em dia próteses custam a partir de R$ 500 mil, R$ 200 mil, que é um valor exorbitante, no Brasil. Então eu e meus amigos pensamos nisso com o intuito de ser algo sustentável, de baixo custo, para que não seja tão caro para as pessoas", explicou o estudante.

Na Escola Sesi Benedito Bentes, Rebeca Omena da Silva apresentou o Bio-Sense, projeto desenvolvido a partir da pesquisa sobre materiais naturais e sua aplicação em uma solução para a conservação e identificação da condição dos alimentos. A estudante conta que a participação na mostra ampliou sua percepção sobre as possibilidades da pesquisa científica. "Antes de entrar no Sesi, nunca tinha imaginado participar de uma feira assim ou apresentar meu projeto num shopping, para tanta gente. Então, para mim, é uma coisa incrível mostrar o que eu desenvolvi durante esses meses, minha pesquisa, meu processo", afirma.

Segundo Rebeca, a pesquisa também permitiu compreender melhor problemas ambientais relacionados aos materiais que utilizamos no cotidiano. "Eu acredito que nosso projeto não é só sobre resolver um problema, mas também sobre expor aquele problema", diz.

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