A Polícia Civil investiga a suspeita de falsificação de um medicamento importado contra o câncer no Rio Grande do Sul. Um paciente desconfiou da eficácia do remédio.
A cartela do produto apresentava inscrições em chinês que remetiam até mesmo a um doce. O medicamento foi obtido por meio de uma decisão judicial.
A Secretaria de Saúde de Nova Esperança do Sul informou que não comprou o remédio. O produto foi entregue diretamente na residência do paciente pela importadora.
Os medicamentos recolhidos serão analisados pelo Instituto-Geral de Perícias em Porto Alegre. Um médico destacou que a embalagem de alumínio chamou a atenção.
Na quarta-feira (7), agentes apreenderam documentos e eletrônicos na sede da importadora, em Santa Catarina. A polícia investiga se a empresa participou da irregularidade.
O caso veio à tona depois que o homem, que fazia um tratamento oncológico, desconfiou da eficácia do remédio e decidiu procurar o médico que o acompanha há anos .
Segundo a investigação, o paciente utilizava a medicação havia cerca de 20 dias quando percebeu que algo não parecia normal.
"Na opinião dele, [o remédio] não estaria respondendo ao tratamento e por isso ele procurou um médico. Nesse atendimento, eles perceberam que a cartela de uma dessas medicações não seria compatível com o medicamento original", aponta o delegado Paulo de Abreu.
De acordo com o delegado Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um dos indícios observados estava na cartela do medicamento. Embora a embalagem não apresentasse irregularidades aparentes, a cartela continha inscrições em chinês, o que levantou suspeitas sobre a origem do produto .
A medicação fazia parte de um novo tratamento contra o câncer. Como o remédio não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente obteve o fornecimento por meio de uma decisão judicial . O fabricante informado é um laboratório alemão com atuação no Brasil.
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