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Caracóis africanos: bióloga orienta forma correta de combater proliferação do molusco no período chuvoso

G1há 1210d20 de jun. de 2023👁 1 leituras

Imagem: G1

Neste período ainda chuvoso em Macapá , traz além de transtornos como alagamentos, dificuldades de locomoção pela cidade, traz proliferação de alguns “bichinhos” indesejáveis. É o caso dos caracóis africanos, também chamados de “caracóis gigantes” , que começaram a invadir quintais das casas de amapaenses e ambientes públicos que estão abandonados ou sem manutenção de limpeza.

Achatina fulica, nome científico do molusco terrestre, são originários da região Centro Norte da África — Foto: Camila Karina Ferreira / g1

Os caracóis se alimentam de qualquer tipo de material orgânico, como restos de comida, fezes, plantas e lixo em geral. Por isso, higienizar adequadamente alimentos que são consumidos crus para evitar possíveis contaminações, além de limpar os ambientes, quintais e jardins é essencial para impedir a proliferação destes animais.

bióloga Tatiane Barbosa informou que no Brasil, a espécie foi trazida para a região sul do país, na década de 80 — Foto: Camila Karina Ferreira / g1

De acordo com a bióloga Tatiane Barbosa, a espécie foi trazida para a região sul do país, na década de 80 para ser utilizada como iguaria, já que algumas pessoas apreciam o escargot. A ideia inicial era produzir numa escala maior mas para o paladar do brasileiro, não foi a melhor escolha.

“Aqui em Macapá nós tivemos o primeiro registro por volta de 2008, e uma publicação científica a respeito da situação em 2012. E esta não é a proliferação mais intensa dos moluscos terrestres. A ocorrência de achatina fulica já aconteceu tanto em Macapá quanto em Santana . Atualmente" não observamos as piores infestações”, ressaltou.

"Caracóis gigantes”, começaram a invadir quintais das casas de amapaenses — Foto: Camila Karina Ferreira / g1 AP

Há três problemas em relação a presença da achatina fulica no território brasileiro:

questão ecológica - pois ela pode competir, trazer prejuízos a espécies nativas; questão econômica - como é um animal detritívoro, pode trazer grandes prejuízos para hortas e cultivo de alimentos; questão da saúde - é essencial a higienização adequada para cada alimento cru que venha a ser ingerido, para evitar qualquer tipo de ingestão do molusco ou alimento contaminado por ele.

Segundo a bióloga, não existe nenhuma fórmula química recomendada (molucicida) para eliminar os caracóis do território, apesar disso, não há motivo para criar alarme ou pânico, e sim saber cuidar e ter responsabilidade com a limpeza do local onde vive. A especialista ressalta que jogar sal nos animais não é a solução mais apropriada.

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