Tem lugar que você conhece em poucas horas. Cachoeiro de Itapemirim não é exatamente assim. Basta começar a circular pela cidade para perceber que cada parada guarda uma história diferente. Entre uma montanha e outra, uma cachoeira, uma igreja antiga e uma casa cheia de histórias, sempre aparece uma nova descoberta que merece uma atenção especial.
No Sul do Espírito Santo, a cerca de 140 quilômetros de Vitória, a cidade tem o Rio Itapemirim cortando a paisagem e o Pico do Itabira como uma de suas referências. Mas o roteiro vai muito além das paisagens: passa pela memória de nomes como Roberto Carlos, Rubem Braga e Sérgio Sampaio, encontra construções históricas, sabores tradicionais e algumas curiosidades que ajudam a explicar por que Cachoeiro ganhou, há décadas, o curioso apelido de “Capital Secreta do Mundo”.
Para quem está pensando em conhecer a cidade, reunimos alguns dos lugares e experiências que valem entrar no roteiro — da natureza à cultura, passando por histórias que só mesmo Cachoeiro poderia contar. Bora conhecer?
Se existe uma imagem que imediatamente lembra Cachoeiro de Itapemirim , é a do Pico do Itabira. A formação rochosa de granito tem cerca de 700 metros de altitude e chama atenção pelo formato que lembra um dedo indicador apontado para o céu. De diferentes pontos da cidade, é possível avistá-la em meio às montanhas que formam a paisagem da região.
O Itabira é muito procurado por quem gosta de aventura. A área faz parte de um conjunto de formações rochosas com opções para trilhas, escaladas e contemplação da natureza.
Para quem prefere apreciar a paisagem sem encarar uma subida mais pesada, uma opção é o Eco Park Itabira . O espaço oferece passeio de jardineira até a região próxima ao pico, além de trilhas, passeio guiado e um mirante que se transforma em ponto privilegiado para observar o pôr do sol.
Quem estiver pela região pode aproveitar o passeio para conhecer uma tradição que também carrega o nome da montanha mais famosa da cidade: a bala de coco queimado Itabira.
O doce é daqueles produtos que acabaram se tornando parte da memória afetiva de Cachoeiro de Itapemirim e, ao longo dos anos, passaram a ser associados à própria identidade do município.
Produzida desde a década de 1950, a bala teve sua tradição resgatada pela família do empresário Rafael Rigon, que manteve o tradicional rótulo branco, estampado com a imagem do Pico do Itabira.
Quem quiser conhecer a produção de perto pode visitar a Rilu Doces, na Rodovia Governador Lacerda de Aguiar, Sítio Itabira, s/nº, no bairro Coronel Borges.
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