No total, três pessoas foram detidas nesta quinta-feira (8) após confusão na UFCG. O tumulto começou após a retirada de cartazes políticos do campus.
Durante o tumulto, um dos homens teria ofendido uma idosa. Ao todo, dois envolvidos fugiram de motocicleta e outro homem foi escoltado pela polícia.
Ao todo, um estudante foi detido após cuspir em um policial militar. Os estudantes se organizavam para uma manifestação política, e a universidade possui regras específicas.
Três pessoas foram detidas pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (8) após uma confusão na Universidade Federal de Campina Grande ( UFCG ), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Segundo informações apuradas pela TV Paraíba , a discussão começou após homens retirarem cartazes políticos que haviam sido colocados por estudantes no campus ( veja no vídeo acima ).
Durante a confusão, uma estudante idosa teria sofrido injúria racial por um dos homens que retiravam os cartazes, segundo relatos de pessoas que estavam no local. Outros estudantes que presenciaram a situação também afirmaram que houve discussão e tumulto.
O professor da UFCG João Lima Neto também estava no local e disse ao g1 que os homens teriam se identificado como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo ele, um deles afirmou que já havia retirado um cartaz e que faria novamente. Quando o professor tentou impedir a ação, houve empurrões.
Três pessoas são detidas após confusão na UFCG, em Campina Grande — Foto: Carol Santos/TV Paraíba
Ainda conforme as informações apuradas pela TV Paraíba, dois dos homens envolvidos deixaram o local em uma motocicleta. Um terceiro foi levado pela Polícia Militar para a Central de Polícia, sob escolta, porque havia receio de que ele fosse agredido pelos estudantes.
Um estudante também foi conduzido pela PM após, segundo um policial, ter cuspido e atingido um agente durante a confusão. Pessoas que presenciaram a situação informaram que estudantes envolvidos na discussão foram orientados a registrar boletim de ocorrência sobre a suposta injúria racial.
João Lima Neto informou ainda que uma equipe da universidade, um advogado e integrantes do setor da OAB, que atua em casos relacionados a crimes de racismo, acompanharam os envolvidos até a delegacia.
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