Leitores da região de Sorocaba mantêm o hábito de frequentar bibliotecas e emprestar livros físicos. A prática é celebrada no Dia Nacional da Leitura, em 12 de outubro.
Frequentadores assíduos, como Bruna Franco e Marcelo Santana, utilizam os acervos gratuitos de Itu e Sorocaba para ler clássicos e economizar com a compra de obras.
Para atrair jovens na era digital, as bibliotecas municipais realizam programações e oficinas culturais. O acervo de Sorocaba empresta cerca de 1.600 exemplares por mês.
'Ratos de biblioteca': leitores do interior de SP preservam hábito de emprestar livros
Eles circulam em ambientes silenciosos e exploram as estantes, os volumes, as páginas. Não é à toa que os leitores vorazes são carinhosamente chamados de “ratos de biblioteca”. Enquanto os pequenos animais se embrenham pelos cantos, quem ama ler se perde entre as prateleiras explorando mundos e acumulando conhecimento.
Neste 12 de outubro, Dia Nacional da Leitura, o g1 conversou com alguns desses “ratos de biblioteca”, leitores da região que, mesmo diante das facilidades digitais e tecnológicas, ainda preservam o hábito de frequentar bibliotecas e emprestar livros.
É o caso da analista de mídias sociais Bruna Franco, estimulada a ler desde a infância pelos pais e na escola. Ela contou como se transformou em uma frequentadora assídua da Biblioteca Municipal Professor Olavo Valente de Almeida, em Itu (SP), localizada no Centro Ituano de Letras e Artes (CILA).
“Ganhava livros de presente dos meus pais e havia atividades de leitura na escola. Na adolescência, isso aflorou mais. Li Júlio Verne, Agatha Christie e J. R.R. Tolkien. Um dos livros que mais gosto é Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. Já emprestei várias vezes na biblioteca. Ela foi uma mulher à frente do tempo e esse é um livro que é preciso ler nas entrelinhas”, disse.
Estímulos à leitura em casa e na escola levam leitores aos acervos físicos de Sorocaba (SP) e região — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Fã de literatura clássica e descobrindo os autores coreanos, Bruna começou a frequentar a biblioteca ainda adolescente. “Eu não tinha condições para comprar e a biblioteca permitiu esse acesso aos livros. Hoje, empresto um exemplar a cada duas semanas. Já li 32 livros neste ano e um dos que mais gostei foi Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus”.
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