Nesta segunda-feira (12), familiares e amigos se reuniram para se despedir do jovem, descrito por pessoas próximas como alguém querido, que gostava de ajudar os outros. Gustavo trabalhava em um hospital, cuidava de cachorros e tinha planos de cursar medicina veterinária ou engenharia mecânica.
A morte do jovem é investigada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e pela Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 2h35 de sábado para atender a um chamado sobre um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida.
A família de Gustavo contesta essa versão. Os parentes afirmam que, embora ele fizesse tratamento psiquiátrico e utilizasse medicamentos antidepressivos, o jovem nunca havia tentado suicídio nem apresentado episódios de surto psicótico.
A família também relatou que Gustavo, que era negro, já havia sido abordado por policiais outras vezes nas ruas de Moema, onde morava. Segundo a advogada que representa os parentes, eles acreditam que as abordagens anteriores estavam relacionadas ao fato de ele ser um jovem negro que vivia na região.
De acordo com a Polícia Civil, Gustavo não tinha antecedentes criminais. A investigação busca esclarecer a dinâmica dos disparos e as circunstâncias da abordagem.
Além das imagens das câmeras corporais, os investigadores procuram gravações de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local da morte.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram até a Avenida Moreira Guimarães após receberem o chamado. Ao avistar a equipe, Gustavo correu por uma passarela em direção à Alameda dos Guaramomis e tentou se esconder no recuo de um imóvel comercial.
Ainda segundo a versão dos agentes, o jovem saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção dos policiais enquanto segurava um objeto escuro. Os PMs afirmaram ter interpretado o movimento como uma ameaça com arma de fogo e abriram fogo.
O objeto encontrado ao lado do corpo, no entanto, era um telefone celular. Ao todo, os quatro policiais efetuaram 45 disparos com pistolas calibre .40 , segundo o boletim de ocorrência:
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