A defesa técnica de Cordovil informou que ainda não teve acesso integral aos autos do procedimento e que só se manifestará publicamente após a análise técnica de todo o material.
Cordovil é réu em um processo na Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital (Veca), do Tribunal de Justiça do Rio, e já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Neste sábado (10), Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, foi preso na Gávea, na Zona Sul. Já Mariana de Oliveira Minas foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia ainda procura por Ariane Minas, filha de Mariana, que já é considerada foragida.
Todos foram alvos de pedidos de prisão temporária expedidos pela Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca).
Segundo a delegada titular da Dcav, Maria Luiza Machado, todos eles respondem por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e associação criminosa.
Luiz Alberto Martins Sobrinho também responde por armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil
O esquema era estruturado e dividido com tarefas estabelecidas, de acordo com a Dcav:
Cordovil Nogueira: Exploração sexual, produção de conteúdo sexual com menores de idade e pagamento para vítimas e responsáveis Ariane e Mariana Minas: recrutamento e entrega das vítimas Luiz Alberto Martins Sobrinho: aliciamento direto e participação nos abusos sexuais
As investigações indicam que Cordovil comandava um projeto social na faculdade Cândido Mendes. No local, ele se aproveitava da vulnerabilidade social das vítimas para se aproximar delas, oferecendo dinheiro, lanches, presentes, celulares e outras vantagens. Além de ser uma forma de aliciamento, serviria para "comprar" o silêncio das vítimas.
As vítimas eram levadas, de uber ou no veículo de Cordovil, para a casa dele no Grajaú, Zona Norte do Rio.
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